PLD QUER MAIS ESTRANGEIROS QUALIFICADOS NO JAPÃO

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Um comitê do Partido Liberal-Democrata (PLD), apresentou um relatório no dia 26 de março, pedindo ao governo para aumentar o número de trabalhadores estrangeiros no país, informou a imprensa japonesa. O PLD é o principal partido de apoio ao governo do primeiro-ministro Shinzo Abe.

O PLD sugere que o visto concedido pelo programa dirigido aos estrangeiros com qualificação profissional e que desejam trabalhar no Japão seja estendido de três anos para cinco anos. Dessa forma, o partido acredita que mais estrangeiros qualificados se interessariam pelo programa, aumentando a procura.

O programa permite que estrangeiros qualificados entrem no país com visto de três anos para trabalhar. Durante esse período, eles recebem um salário e adquirem experiência no setor para o qual se qualificaram. Ao final do contrato, o trabalhador estrangeiro tem de deixar o país. Caso o empregador se interesse, pode contrata-lo como efetivo e depois solicitar o visto de residente permanente. O programa permite ainda que o estrangeiro entre no país com familiares.

O que o PLD quer é alongar o período do visto de três para cinco anos, concedendo um prazo mais longo para o empregador definir se quer ou não efetivar o estrangeiro.

Para os empregadores, esse tipo de iniciativa é válida porque o Japão precisa de mão-de-obra qualificada. Já para os sindicalistas, a medida vai achatar o salário dos trabalhadores japoneses, uma vez que os estrangeiros contratados podem receber salários inferiores aos praticados pelo mercado.

Sindicalistas alegam ainda que existem mão-de-obra disponível, principalmente a feminina, e que a medida visa evitar a valorização da mão-de-obra local, que exigiria melhores salários. A Confederação Nacional Sindical Japonesa afirma que não é contra a presença de estrangeiros, mas defende que eles tenham os mesmos direitos e deveres dos trabalhadores japoneses. Já os empregadores apoiam a proposta apontando o envelhecimento da população japonesa como outro motivo da necessidade de trabalhadores estrangeiros. O setor que mais sente a falta de mão-de-obra, atualmente, é o da construção civil.

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