SISTEMA DE PONTUAÇÃO PARA ESTRANGEIROS APRESENTA MAUS RESULTADOS


O sistema de pontuação adotado pelo governo para atrair mão-de-obra estrangeira qualificada para o Japão vem apresentando resultados muito abaixo do esperado.

Nos 11 primeiros meses de funcionamento do programa, apenas 17 estrangeiros foram aceitos. A previsão era de que, anualmente, dois mil profissionais tivessem interesse em atuar no mercado de trabalho japonês. 

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Justiça.

Se inscreveram para o programa 434 pessoas, sendo 121 profissionais que iriam de fato tentar uma vaga no programa. As outras 313 restantes eram cônjuges, parentes e empregados, que teriam direito de acompanhar o candidato em sua nova vida no Japão. Somente os menores somavam 149. 

Por nacionalidade haviam 246 chineses, 32 norte-americanos, 19 indianos e 16 sul-coreanos. Haviam ainda russos, filipinos, franceses, taiwaneses, suecos, ingleses e australianos. Não foram divulgadas informações sobre candidatos brasileiros. 

Por qualificação, 26,8% eram do setor manufatureiro e 26,8% do setor de serviços de informática. 

O chamado “Sistema de Pontos para Estrangeiros Graduados” foi elaborado pelo Departamento de Medidas de Emprego para Estrangeiros do Ministério da Saúde Trabalho e Bem-Estar Social em junho de 2011 e divulgado pelo Departamento de Imigração em dezembro daquele ano, entrando em vigor em 7 de maio de 2012. 

O objetivo é incentivar os estrangeiros qualificados a fixar residência no país para ajudar a impulsionar o crescimento econômico. O público alvo são os pesquisadores universitários, técnicos com qualificação especial e executivos estrangeiros que têm intenção de trabalhar no país. O documento do governo que lançou o sistema citava os membros do BRICs – grupo que reúne o Brasil, a Rússia, a Índia e a China – como possíveis fornecedores desse tipo de profissionais. 

O envelhecimento da população local, as baixas taxas de natalidade e a pressão do setor privado para que uma maior oferta deste tipo de mão-de-obra impeça os aumentos salariais, incentivou o governo a tomar a medida.

Para se candidatar a uma vaga, o estrangeiro tem de comprovar conhecimento da língua japonesa, formação acadêmica e experiência profissional. Cada uma dessas especificações soma pontos para o estrangeiro receber o visto de trabalho. Em troca, o governo concede o visto permanente depois de cinco anos de residência e o direito de trazer a família, permitir que o cônjuge também trabalhe e liberar a entrada de parente ou empregada doméstica para cuidar dos filhos. Os salários poderiam ficar acima de 10 milhões por ano.

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